Preconceito com pessoas idosas entre estudantes de odontologia. Estudo analisa ageísmo em estudantes de Odontologia no Brasil, identificando preconceito em grupos jovens e brancos. Propõe ações para uma formação mais inclusiva e respeitosa com idosos.
Em virtude do aumento da expectativa de vida da população brasileira o ageísmo/etarismo deve ser pensado considerando a importância do bem-estar e conforto das pessoas idosas na assistência odontológica. O objetivo deste estudo é caracterizar e analisar o perfil dos estudantes de graduação de um curso de odontologia do sul do Brasil, em relação ao preconceito com a pessoa idosa durante a formação. Trata-se de um estudo descritivo transversal, realizado com alunos de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foram analisadas as variáveis, sexo, faixa etária, raça/cor, morar com idoso, concluir disciplina clínica, realizar disciplina de odontogeriatria, atender idoso no leito ou cadeira de rodas e orientar cuidador de idoso dependente, sendo que o desfecho em estudo foi a presença de ageismo/etarismo contra pessoas idosas. Todas as análises de dados foram conduzidas usando SPSS na versão 18.2 (IBM, Inc.) por meio do teste Pearson Chi-Square e Fisher's Exact Test. Todas as estatísticas inferenciais são bilaterais, com p<0,05 considerado estatisticamente significativo. A maior prevalência foi de estudantes que apresentavam baixo ageismo (55,3%). Ao identificar os preditores para o ageismo, observou-se diferenças estatisticamente significantes para faixa etária, em que os mais jovens (18-23 anos) possuem alto ageismo; autodeclarados brancos apresentam maior prevalência de alto ageísmo. Aqueles participantes que já concluíram alguma disciplina clínica, apresentaram baixo ageísmo. Existe a necessidade de implementação de ações destinadas aos estudantes do curso de odontologia já no início, entre as propostas estão o fortalecimento da extensão de odontogeriatria, desenvolvimento de disciplinas eletivas sobre o tema e rodas de conversas com a participação de discentes e docentes sobre o envelhecimento. Consequentemente, acredita-se que essas práticas proporcionarão uma formação acadêmica de maneira inclusiva e respeitosa aos idosos e possuem o potencial de transformar paradigmas sociais.
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