Realmente rurais? Características urbanas e rurais dos prenomes checos tal como percebidas pelos habitantes da Região da Morávia-Silésia
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Kristýna Kaysel Menegaldo, Márcia Sipavicius Seide, Michal Místecký

Realmente rurais? Características urbanas e rurais dos prenomes checos tal como percebidas pelos habitantes da Região da Morávia-Silésia

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Introduction

Realmente rurais? características urbanas e rurais dos prenomes checos tal como percebidas pelos habitantes da região da morávia-silésia. Pesquisa na Morávia-Silésia avalia percepção de nomes checos (urbanos/rurais). Compara dados estatísticos e estereótipos sociais, impactando onomástica e escolha.

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Abstract

Este artigo visa investigar se um conjunto de prenomes checos é percebido como pertencente a áreas urbanas ou a áreas rurais pelos habitantes da Região da Morávia-Silésia, uma área pós-industrial situada na zona fronteiriça da República Checa. O estudo investiga se essa percepção está em consonância com os dados estatísticos oficiais ou se é influenciada por estereótipos e experiências pessoais. A investigação baseou-se no conceito de conhecimento onomástico (Seide, 2021a; 2021b), partindo do pressuposto de que o conhecimento dos falantes sobre os nomes próprios é construído através de experiências, crenças e memórias, podendo divergir do conhecimento científico sustentado por dados estatísticos. Para alcançar esse objetivo, foi elaborado um questionário online aplicado pelo Microsoft Forms. O questionário continha uma lista de nomes (18 masculinos e 25 femininos), cada qual acompanhado por uma escala Likert com as alternativas “cidade”, “aldeia” e “neutro”, de modo a convidar os respondentes a descreverem as suas percepções sobre cada nome. Os nomes investigados foram selecionados com base num procedimento estatístico complexo de quatro etapas. As respostas fornecidas por 127 participantes foram analisadas, provenientes, maioritariamente, de mulheres (69%) e de jovens de 21 a 30 anos (55%). Os resultados mostram que, para 44% dos nomes femininos e 50% dos nomes masculinos, houve convergência entre a perceção dos respondentes e os dados estatísticos oficiais. Enquanto essa convergência indica que o conhecimento onomástico dos falantes pode estar respaldado em evidências, a divergência evidencia a influência de estereótipos, como a associação de nomes tradicionais ou religiosos a áreas rurais. Espera-se que esta investigação inspire novos estudos sobre o tema, incluindo a possibilidade de ajudar futuros pais na escolha de nomes com base nos seus aspectos sociais e culturais.


Review

This paper presents a compelling inquiry into the fascinating intersection of onomastics, sociology, and regional identity, examining how Czech first names are perceived as urban or rural by inhabitants of the Moravia-Silesia Region. The central question—whether these perceptions align with statistical data or are influenced by stereotypes and personal experience—is highly relevant to understanding the social and cultural dimensions of naming practices. By grounding its analysis in the concept of onomastic knowledge, which acknowledges the subjective, experience-based nature of name understanding, the study provides a robust theoretical framework for exploring the nuanced interplay between objective data and popular belief in a specific post-industrial borderland context. Methodologically, the study employed a structured online questionnaire, presenting 18 masculine and 25 feminine names, rigorously selected via a four-step statistical procedure, for categorization on a Likert scale. With 127 participants, predominantly women (69%) and young adults (55% aged 21-30), the data collection allowed for an empirical assessment of name perceptions. The findings reveal a significant divergence from simple concordance: while approximately half of the names (44% female, 50% male) showed alignment between public perception and official statistics, the remaining names clearly demonstrated the influence of stereotypes, such as the association of traditional or religious names with rural areas. This highlights the powerful role of cultural narratives in shaping how names are categorized. Overall, the research makes a valuable contribution by empirically demonstrating the complex relationship between perceived and statistical realities in name perception, particularly within a distinct regional and cultural setting. The detailed name selection process is a notable strength, ensuring the validity of the stimuli. While the demographic profile of the participants, leaning heavily towards young women, might prompt questions about the broader generalizability of the findings, the study nonetheless offers rich insights into the socio-cultural dynamics of naming. It successfully establishes a foundation for future research, underscoring the potential for deeper exploration into the factors influencing name perception and offering practical implications for individuals considering the social connotations of name choices.


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