Raízes do agronegócio como modelo de desenvolvimento neoextrativista
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José Vitor Palhares, Kaio Lucas da Silva Rosa, Paula Ferreira Ribeiro, Gustavo dos Santos Miranda de Avelar, Alexandre de Pádua Carrieri

Raízes do agronegócio como modelo de desenvolvimento neoextrativista

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Introduction

Raízes do agronegócio como modelo de desenvolvimento neoextrativista. Análise das políticas públicas em Minas Gerais que consolidaram o agronegócio como modelo neoextrativista, revelando seus impactos socioambientais e desigualdades.

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Abstract

Objetivo: Compreender como as políticas públicas em Minas Gerais têm impulsionado a expansão do agronegócio, reforçando uma lógica de desenvolvimento neoextrativista. Abordagem: A pesquisa baseia-se em uma análise ensaística, articulando fontes documentais ao referencial da Ecologia Política latino-americana. Resultados: A análise evidenciou que as políticas públicas implementadas em Minas Gerais desde a década de 1960, como programas estatais, incentivos fiscais, creditícios e de infraestrutura, foram determinantes na consolidação do agronegócio como um modelo de desenvolvimento baseado no neoextrativismo. Esses programas, embora tenham impulsionado avanços tecnológicos e aumentos expressivos na produtividade agrícola, também intensificaram desigualdades socioeconômicas e conflitos pelo uso de recursos naturais, especialmente a água. Os resultados apontam para uma dependência estrutural da exploração ambiental e para a exclusão de pequenos produtores, reforçando dinâmicas de concentração de renda e impactos socioambientais associados à expansão do agronegócio. Conclusões: Conclui-se que o Estado atuou como principal articulador de um projeto desenvolvimentista neoextrativista em Minas Gerais, subordinando territórios e recursos naturais aos imperativos do mercado global. As políticas públicas não apenas incentivaram, mas estruturaram a expansão do agronegócio, reforçando uma lógica de desenvolvimento que perpetua o neoextrativismo e aprofunda injustiças ambientais, exigindo a revisão crítica desse modelo.


Review

This paper, "Raízes do agronegócio como modelo de desenvolvimento neoextrativista," offers a timely and critical examination of the expansion of agribusiness in Minas Gerais, Brazil, through the lens of neoextractive development. The authors clearly articulate their objective: to comprehend how public policies have actively driven this expansion, thereby entrenching a neoextractive logic. By grounding its analysis in the rich theoretical framework of Latin American Political Ecology, the research provides a crucial contribution to ongoing debates surrounding sustainable development, resource governance, and the socio-environmental impacts of large-scale agricultural models in the region. Employing an essayistic approach that skillfully articulates documentary sources with its chosen theoretical framework, the study systematically traces the historical trajectory of public policies in Minas Gerais since the 1960s. The findings powerfully demonstrate that state programs, alongside extensive fiscal, credit, and infrastructure incentives, were instrumental in solidifying agribusiness as a dominant, neoextractive development model. While acknowledging advancements in technology and agricultural productivity, the research compellingly reveals the darker side of these policies: the intensification of socio-economic inequalities, exacerbated conflicts over natural resources—particularly water—and the structural exclusion of small producers. The analysis highlights a concerning dependency on environmental exploitation, leading to significant income concentration and profound socio-environmental impacts. The paper concludes by unequivocally asserting the State's central role as the primary architect of this neoextractive developmental project, effectively subordinating local territories and natural resources to the demands of the global market. The argument that public policies not only incentivized but fundamentally *structured* the expansion of agribusiness, perpetuating neoextrativism and deepening environmental injustices, is a robust and important one. This work makes a significant contribution by unveiling the deep-seated mechanisms through which these policies operate, underscoring the urgent need for a critical review of the current development model. Its findings should prompt policymakers, researchers, and civil society to re-evaluate the long-term consequences of such strategies and advocate for more equitable and ecologically sustainable alternatives.


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