Da teoria queer às reflexões políticas, homossexuais e o diálogo com a contemporaneidade. Analisa 'Stella Manhattan' (Santiago) via teoria queer. Discute homossexualidade, política da Ditadura Militar e literatura como resistência para marginalizados.
Este artigo traz uma análise do romance Stella Manhattan (1985), de Silviano Santiago, averiguando-se o papel da literatura — em especial a queer — como ferramenta de resistência e porta-voz das comunidades marginalizadas. A narrativa de Santiago é examinada a partir de três eixos principais: a abordagem da homossexualidade, a crítica ao contexto da Ditadura Militar brasileira, ainda que situada em Nova Iorque e o diálogo com a contemporaneidade. O trabalho discute como a literatura queer dá voz a esses sujeitos silenciados pela tradição do nosso cânone literário, evidenciando experiências de preconceito, exílio, travestismo e violência, mas também de linguagem, afeto e resiliência. Fundamentam esse trabalho autores como Paco Vidarte (2008), Rildo Cosson (2006), Fernanda Bartolomei (2010), Lunguinho (2019) e Medeiros (2019). A relevância da pesquisa está situada em evidenciar a atualidade da obra, visto que muitos dos diálogos e das questões políticas e identitárias discutidas ainda atravessam a sociedade brasileira contemporânea.
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By Sciaria
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